A Embraer entregou 66 aeronaves no terceiro trimestre, 6% a mais do que no mesmo período de 2025. O resultado mostra avanço na produção e nas vendas efetivamente convertidas em aviões entregues, um indicador mais concreto do ritmo da empresa do que apenas a existência de pedidos.
O crescimento, porém, não foi distribuído igualmente entre os segmentos. A aviação executiva respondeu por 41 unidades no trimestre, com modelos como Phenom 300, Praetor 500, Praetor 600 e Phenom 100. O número é igual ao registrado no terceiro trimestre de 2025, mas o acumulado do ano chegou a 115 aeronaves executivas.
Na aviação comercial, foram entregues 22 aeronaves entre julho e setembro, elevando o total do ano para 52. A diferença entre os segmentos ajuda a entender onde está concentrada a atividade da fabricante neste momento: a maioria das entregas trimestrais veio de aeronaves executivas.
Para a economia brasileira, o dado interessa porque relaciona produção industrial, exportações e a capacidade de uma empresa nacional de transformar vendas em entregas. Para quem acompanha o setor, o próximo ponto de atenção é saber se o ritmo observado no terceiro trimestre se mantém no acumulado do ano e como evoluem, separadamente, os mercados de aviação executiva e comercial.
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