A campanha eleitoral de 2026 tem deixado em segundo plano questões científicas consideradas estratégicas para o país, segundo avaliação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A entidade afirma que o debate público tem sido concentrado no cenário político e nas denúncias relacionadas ao caso Master.
Para a presidenta da SBPC, Francilene Garcia, essa concentração contribui para esvaziar a discussão sobre desafios que terão impacto no futuro próximo. Entre os temas citados estão o envelhecimento da população, a transição energética e a capacidade de o Brasil processar os minerais críticos encontrados em seu território.
A ausência desses assuntos na campanha desloca a discussão de políticas de longo prazo para acontecimentos conjunturais e disputas entre candidatos. O ponto apresentado pela SBPC é que ciência e inovação não são apenas temas setoriais: também se relacionam ao planejamento econômico, à energia e à resposta do Estado às mudanças demográficas.
A avaliação da entidade ocorre em um período eleitoral no qual, segundo a Agência Brasil, escândalos recentes e disputas pessoais têm ocupado espaço relevante no debate nacional. A cobrança, portanto, é para que as candidaturas também apresentem propostas capazes de orientar decisões estruturais sobre pesquisa, tecnologia e desenvolvimento.
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Helena Braga é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Helena Braga.
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