Secas e enchentes pressionam a produção agrícola de formas diferentes, mas têm um ponto em comum: tornam mais difícil manter a regularidade das lavouras. Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da USP no Rio Grande do Sul aponta que a diversificação de culturas pode ajudar a reduzir esse impacto.
O estudo analisou o uso de plantas de cobertura, espécies cultivadas para proteger o solo e compor sistemas agrícolas mais diversificados. Segundo os resultados apresentados durante a FAPESP Week Países Baixos, essa estratégia funciona como um amortecedor biológico diante de extremos climáticos.
A relevância da descoberta não está apenas na produtividade. Para quem não é da área, o ponto central é que a proteção da lavoura pode depender menos de uma única cultura e mais da combinação entre diferentes plantas ao longo do ciclo agrícola. Isso pode ajudar o sistema a lidar melhor tanto com a falta quanto com o excesso de água.
Os resultados também sugerem que diversificar não precisa ser visto apenas como uma medida de adaptação climática. A prática esteve associada, na análise, à elevação da produtividade. Ainda assim, o briefing não informa quais culturas foram avaliadas nem apresenta os valores desse aumento, portanto não é possível medir a dimensão do efeito.
A pesquisa reforça uma mudança importante no debate sobre agricultura e clima: além de buscar tecnologias específicas para cada desastre, também é possível tornar o próprio sistema de produção mais resistente. A aplicação em diferentes regiões e condições, porém, depende de avaliações próprias para cada contexto.
Fontes consultadas
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Fonte: Léo Fontenele.
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