Wednesday, 28 October 2026
Economia

IPCA e INPC sobem em setembro, mas medem pressões diferentes no bolso

A inflação de setembro apareceu com a mesma variação mensal em dois indicadores: tanto o IPCA quanto o INPC subiram 0,82%. A coincidência, porém, não significa que os índices tenham exatamente a mesma função na economia ou produzam o mesmo efeito para as famílias.

O IPCA, usado como medida oficial da inflação, acumulou alta de 4,58% em 12 meses. Foi o maior resultado mensal desde março de 2026, quando o índice havia avançado 0,88%. O resultado de setembro foi pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu, desconto que havia reduzido a conta de luz em agosto.

O INPC, por sua vez, acumulou 4,29% em 12 meses, acima dos 3,98% registrados até agosto. Esse indicador tem impacto direto sobre muitos reajustes de salários e benefícios. Assim, mesmo com a mesma alta mensal, a trajetória acumulada dos índices pode resultar em referências diferentes para decisões de renda.

Os dados também mostram que a pressão não ficou concentrada em um único grupo. No INPC, os produtos alimentícios subiram 0,80% em setembro, enquanto os não alimentícios avançaram 0,83%. Para o consumidor, isso significa que a perda de poder de compra depende tanto do índice usado em cada reajuste quanto da composição das despesas do mês.

O ponto a observar daqui em diante é se a aceleração acumulada do INPC continuará afetando salários e benefícios, enquanto o IPCA seguirá registrando a inflação oficial. A diferença entre os dois números não muda o fato central: os preços subiram em setembro e exigem atenção maior no orçamento das famílias.

Fontes consultadas

Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.

Fonte: Rubens Studart.

Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

Rubens Studart

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