Uma técnica conhecida dos agricultores ganhou uma nova função em um estudo apoiado pela FAPESP: além de unir partes de duas plantas, a enxertia pode ajudar os citros a desenvolver uma espécie de “memória” de defesa contra a gomose. A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Embrapa.
A doença afeta raízes, tronco e frutos dos citros. Com isso, pode reduzir a produtividade e o valor comercial das lavouras. Para quem está fora da pesquisa agrícola, a relevância é direta: problemas desse tipo atingem a produção de alimentos e podem aumentar a vulnerabilidade de uma cadeia que depende da saúde das plantas.
O resultado descrito no estudo não significa que a enxertia tenha se tornado uma solução definitiva contra a doença. O que os pesquisadores demonstraram é que a técnica pode atuar como uma aliada estratégica, ao combinar partes de plantas de modo a favorecer uma resposta de defesa.
A ideia também mostra por que métodos tradicionais continuam sendo investigados pela ciência. Em vez de depender apenas de uma intervenção posterior, a enxertia pode contribuir para preparar a própria planta diante de um problema que compromete diferentes partes do cultivo. O próximo passo, neste caso, é entender como esse conhecimento se traduz em práticas agrícolas mais amplas e confiáveis.
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Fonte: Léo Fontenele.
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