O dólar voltou a ficar abaixo de R$ 5 nesta terça-feira, pela primeira vez desde maio. A cotação à vista terminou o dia em R$ 4,975, com queda de 0,55%. No acumulado do ano, a moeda registra baixa de 9,37%.
Para quem compra produtos importados ou itens com componentes trazidos do exterior, uma moeda norte-americana mais barata reduz, em tese, o custo em reais. O efeito também pode alcançar empresas que dependem de insumos importados, ajudando a aliviar despesas e diminuindo uma fonte de pressão sobre os preços.
Esse alívio, porém, não aparece automaticamente nas prateleiras. O repasse depende dos custos de cada empresa, dos contratos já firmados e das condições de concorrência. Por isso, a queda do câmbio pode contribuir para a inflação, mas não determina sozinha o preço final pago pelos consumidores.
O movimento ocorreu em um dia de ajuste no mercado brasileiro. O Ibovespa recuou 0,52%, para 205.835,29 pontos, embora permaneça acima dos 200 mil pontos. No exterior, o dólar também perdeu força, enquanto as bolsas de Nova York avançaram e o petróleo fechou praticamente estável.
O que merece acompanhamento agora é a duração desse nível de câmbio. Quanto mais persistente for a valorização do real, maior tende a ser a influência sobre custos ligados ao exterior; se houver reversão, parte desse alívio pode desaparecer. A cotação, portanto, afeta não apenas investidores, mas também empresas e consumidores expostos a produtos e insumos importados.
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