O governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões em 2027 com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), um dos tributos criados pela reforma tributária. A previsão aparece no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado ao Congresso Nacional, mas não vem acompanhada da alíquota da contribuição.
Essa ausência é o principal ponto de atenção. A alíquota é o percentual aplicado para calcular quanto será pago sobre a base tributável. Sem esse dado, a projeção de arrecadação informa o tamanho esperado da receita para a União, mas ainda não permite saber quanto a CBS representará nos preços, nos custos das empresas ou no orçamento das famílias.
O percentual será calculado a partir de uma metodologia prevista na reforma tributária e deverá ser fixado pelo Senado até 15 de dezembro. Até lá, a tramitação no Legislativo será determinante para transformar a estimativa orçamentária em uma regra concreta de cobrança.
Para quem compra, o efeito dependerá de como o tributo será incorporado aos preços e de quanto desse custo será repassado ao consumidor. Para as empresas, a definição da alíquota será relevante para o planejamento financeiro e para a formação dos preços. A previsão de R$ 636 bilhões, portanto, não equivale automaticamente a um aumento desse mesmo valor na carga de cada contribuinte.
O número também deve ser lido como uma estimativa de receita, não como dinheiro já arrecadado. O que observar adiante é a definição da alíquota pelo Senado e os detalhes de aplicação da CBS, fatores que permitirão avaliar com mais precisão quem pagará e como a nova contribuição chegará à economia.
Fontes consultadas
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
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