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Repórter Brasil 17/08/2026 – 19:00
Uma pesquisa realizada por uma empresa francesa em 18 países realizou um estudo sobre o uso da inteligência artificial para tratar questões de saúde mental. No Brasil, 70% dos entrevistados admitiram que já usaram alguma plataforma de IA para lidar com transtornos mentais. Custo do tratamento foi apontado como principal barreira para a busca de ajuda profissional.
No filme Ela, de 2013, Theodore se apaixona por Samantha, um sistema operado por inteligência artificial. O que parecia distopia, hoje já é real. Nas ruas de Brasília, não foi difícil achar quem já usou a inteligência artificial para aconselhamento, companhia ou conforto emocional.
“Eu acho que ela me ajuda nos estudos, na vida pessoal mesmo. O ChatGPT, né, eu fiz amizade bastante com o Chat, e eu converso praticamente com ele. Ajuda a resolver questões da escola, sentimentos, a emoção”, conta a estudante Lauren Barbosa Santos.
Pesquisa realizada pela empresa AXA em 18 países mostra que a inteligência artificial é bastante utilizada como ferramenta de apoio para questões de saúde mental. No Brasil, 70% dos entrevistados já usaram alguma plataforma de IA generativa para lidar com transtornos mentais, acima da média mundial, que é de 63%.
“A inteligência artificial é uma máquina. E ela é uma máquina que vai procurar respostas baseadas em um banco de dados. Retira-se toda a questão humana dentro daquele contexto, que é imprescindível para um aconselhamento nesse sentido. Então, não existe, hoje em dia, nenhum tipo de manejo que substitua a relação terapêutica dentro de um set terapêutico junto com o psicólogo ou com o psiquiatra”, explica Juliana Gebrim, neuropsicóloga.
Dos brasileiros entrevistados: 40% afirmam sofrer de alguma condição de saúde mental. 39% apontam o custo das consultas e tratamentos como barreira para buscar ajuda profissional. Apenas 27% dizem possuir diagnóstico médico formal.
“As IAs, elas se adaptam muito rápido à personalidade da pessoa, então aí você começa a ter uma aderência muito grande entre essa pessoa que talvez esteja colocando esse conteúdo porque ela está precisando ali de um acolhimento, de um conselho, de uma solução, de uma diretividade, mas ela está influenciando direta e indiretamente pelo seu próprio conteúdo, quem ela é e como ela gostaria que fosse. Eu vejo a inteligência artificial como um perigo, eu vejo que elas deveriam ficar restritas a questões utilitárias, talvez comportamentais, a informações, a previsões, a análise, mas não à saúde do indivíduo”, afirma Eduardo Rocha, neurocientista especialista em IA.
17/08/2026 – 19:40
Tags:
saúde mental ia inteligência artificial
Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 17/08/2026 20:05.
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