O comprovante do Pix vai ganhar uma função mais definida. A partir de 1º de março de 2027, o documento não poderá trazer publicidade, ofertas comerciais, links externos ou qualquer conteúdo que não esteja relacionado à transação. A regra foi publicada pelo Banco Central nesta quinta-feira (3), como parte de uma atualização das normas de experiência e segurança do sistema.
Na prática, o comprovante deverá servir apenas para registrar e demonstrar a operação realizada. Isso separa a informação essencial — como a existência do pagamento — de mensagens comerciais que possam aparecer no mesmo documento. Para quem usa o Pix, a consequência esperada é um comprovante mais restrito ao objetivo original e menos sujeito a elementos que desviem a atenção.
O principal motivo apresentado pelo Banco Central é a redução do risco de golpes. Um comprovante que contenha links ou ofertas pode criar oportunidades para abordagens enganosas ou dificultar a identificação do que realmente confirma a transação. Ao limitar o conteúdo permitido, a autoridade monetária pretende reforçar a segurança de um documento frequentemente usado para demonstrar que um pagamento foi feito.
A mudança ainda não entra em vigor imediatamente: as instituições terão até março de 2027 para se adequar. Até lá, o ponto a observar é como os participantes do sistema vão ajustar seus comprovantes às novas exigências. A regra não altera a realização do Pix; ela define o que poderá aparecer depois que a operação for concluída.
Fontes consultadas
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Fonte: Rubens Studart.
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