O governo deu início à terceira fase do Desenrola, programa criado para ampliar a renegociação de dívidas. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União convocou instituições financeiras a informar, em cinco dias úteis, quais débitos pretendem oferecer na primeira etapa da iniciativa.
O mecanismo previsto é a compra de carteiras de crédito pelo governo. Na prática, bancos e fundos poderão apresentar conjuntos de dívidas antigas para venda, e os débitos selecionados entrarão no processo de habilitação do programa. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou que o edital pode receber cerca de R$ 90 bilhões em dívidas antigas.
Para quem está endividado, a medida pode abrir uma nova oportunidade de negociação, especialmente nos casos em que a dívida já deixou de ser administrada originalmente pelo banco e passou a integrar uma carteira de crédito. Mas a publicação da portaria ainda não informa quais dívidas serão aceitas, nem os descontos, prazos ou condições oferecidos aos consumidores.
O próximo ponto a observar é justamente a seleção das instituições e das carteiras que serão apresentadas ao governo. Só depois dessa etapa será possível saber o alcance efetivo do Desenrola 3.0 e como a compra dos débitos poderá se transformar em propostas concretas de renegociação.
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