Em 1970, a FAPESP patrocinou a vinda ao Brasil, como Professor Visitante, de James A.Weinman (1930-2012), da Universidade de Wisconsin, no Estados Unidos, para colaborar na formação de pessoal e implantação de um grupo de pesquisas no campo da meteorologia.

Weinman visitou Bauru, município localizado em área central do estado de São Paulo, e propos diretrizes para implememtação de um curso de Meteorologia e a instalação de um radar meteorológico para pesquisa e monitoramento do tempo.

Em 1972, foi apresentado à FAPESP o projeto RADASP (Radar em São Paulo), aprovado em 1973, com a participação do INPE e do BNDE. Com os recursos disponibilizados, foi instalado, em 1974, em Bauru, o primeiro radar meteorológico do Brasil, um equipamento banda-C que marcou um avanço na pesquisa e na operação meteorológica no país.

Uma equipe de Bauru e outra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, colaboraram em estudos sobre detecção de tempestade a distância, estrutura de tempestade de verão e linhas de instabilidade no inverno usando o novo radar.

Nesse período, a Rádio Eldorado começou a divulgar informações sobre previsões de chuva obtidas pelo radar, favorecendo o planejamento e a colheita de cultivos agrícolas como o da cana-de-açúcar. O projeto foi incorporado à Unesp, posteriormente.

Em livro que avalia as atividades da FAPESP, Alberto Carvalho da Silva conta que o RADASP “modernizou uma área de interesse fundamental para a agricultura paulista”. A instalação do aparelho estava em sintonia com a proposta do Prof. Weinman para a formação de pessoal a partir de técnicas avançadas e o fornecimento mais eficiente de previsões meteorológicas.

O projeto expandiu-se e incorporou equipes do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE); da Secretaria de Saneamento e Energia da Escola Politécnica; da Escola de Engenharia de São Carlos (USP) e da Escola de Engenharia de Ilha Solteira (Unesp). O grupo abrigou estudos sobre chuvas de verão e camadas da atmosfera com o uso de rádio-sondas, balões, planadores e aviões. No âmbito da colaboração internacional, incluiu grupos do Canadá, França, Estados Unidos, Portugal e Reino Unido.

Um segundo radar começou a funcionar em 1986 na Barragem de Ponte Nova, em Biritiba Mirim (SP), sob responsabilidade do DAEE e ainda nesse período, em 1989, o Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO) entrou em operação em colaboração com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com o objetivo de fornecer informações e orientações para as atividades agrícolas com base em parâmetros agrometeorológicos e previsões do tempo.

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