Um estudo da Unesp acrescenta evidências ao debate sobre envelhecimento saudável: entre 2,7 mil indivíduos em torno dos 70 anos analisados, os mais ativos apresentaram maior volume cerebral preservado em áreas associadas à memória e ao raciocínio.
O hipocampo, estrutura vital para a memória, está entre as regiões destacadas pelos pesquisadores. A conclusão é que o movimento ajuda a conter a atrofia cerebral, um processo relacionado ao envelhecimento.
Para quem não é da área, a importância do resultado está em deslocar a discussão sobre declínio cognitivo para além de tratamentos e diagnósticos. A atividade física aparece como um fator associado à preservação de estruturas do cérebro — algo que pode ser considerado antes do surgimento de problemas de memória e raciocínio.
Há, porém, uma diferença importante entre uma evidência científica e uma promessa de proteção garantida. O estudo reforça o papel do exercício na prevenção do declínio cognitivo, mas o briefing não informa que tipo de atividade foi analisado nem permite atribuir um efeito igual para todas as pessoas.
O achado também ajuda a dimensionar por que pesquisas sobre envelhecimento interessam a toda a sociedade. Preservar áreas cerebrais ligadas à memória e ao raciocínio pode ter impacto na autonomia e na qualidade de vida, embora os resultados não eliminem a complexidade do envelhecimento.
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Fonte: Léo Fontenele.
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