O dólar fechou a semana a R$ 4,98, com queda de cerca de 0,8% no último pregão e recuo acumulado de 4,44% na semana. Ao mesmo tempo, a Bolsa brasileira renovou recordes e encerrou o dia acima de 209 mil pontos. O movimento sugere um ambiente de maior apetite por ativos brasileiros, mas há uma força externa atuando na direção oposta: o petróleo Brent permaneceu acima de US$ 100 por barril.
Para o consumidor, câmbio e petróleo afetam preços por canais diferentes. Um dólar mais barato tende a reduzir o custo, em reais, de produtos e insumos comprados no exterior. Já o petróleo mais caro pressiona combustíveis e pode encarecer etapas de transporte e produção. Por isso, a melhora do câmbio não garante, sozinha, um alívio amplo no orçamento das famílias.
O governo decidiu amortecer parte dessa pressão com a ampliação da desoneração da gasolina e de subsídios ao etanol e ao diesel importado. A redução tributária sobre a gasolina passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, com alíquotas federais zeradas. O benefício pode aparecer no preço dos combustíveis, mas a conta não desaparece: as medidas têm custo estimado em R$ 5,2 bilhões em 30 dias.
Há, portanto, uma troca econômica importante. O câmbio mais favorável pode ajudar a conter custos importados, enquanto o petróleo caro aumenta a necessidade de intervenção para evitar repasses aos combustíveis. Quando essa intervenção ocorre por meio de desoneração e subsídios, o impacto imediato no bolso pode vir acompanhado de maior pressão sobre as contas públicas.
O ponto a observar é se o alívio cambial se sustenta e como evolui o preço internacional do petróleo. A combinação entre essas duas variáveis ajudará a definir se a queda do dólar terá efeito mais visível sobre preços ou se será neutralizada pela energia mais cara e pelo custo das medidas adotadas para contê-la.
Fontes consultadas
- Dólar cai a R$ 4,98 e acumula perda de 4,44% na semana
- Tributos da gasolina são zerados e subsídios a combustíveis, ampliados
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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