O governo reduziu a previsão para o superávit comercial brasileiro de 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. A revisão foi provocada pela queda nas projeções para o preço do petróleo, que diminui a receita esperada com as exportações do produto.
O superávit comercial é o resultado positivo entre o valor vendido pelo país ao exterior e o que foi comprado de outros países. Quando a cotação de uma commodity relevante, como o petróleo, fica menor, o Brasil pode exportar volumes semelhantes e ainda assim arrecadar menos em dólares. É esse efeito sobre o valor das vendas externas que explica a redução da estimativa.
O corte, porém, não transforma a perspectiva em um resultado negativo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o saldo projetado para 2026 ainda representa alta de 24% em relação ao superávit registrado em 2025.
Há uma diferença importante entre a previsão para o ano e o desempenho observado em um mês. Em setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,74 bilhões, mais que o dobro do resultado de setembro de 2025. Naquele mês, as exportações cresceram 12,9%, impulsionadas por petróleo, combustíveis, soja e cobre.
Para a economia brasileira, um superávit comercial maior significa entrada líquida de recursos das vendas ao exterior, enquanto um saldo menor reduz essa contribuição. O dado a acompanhar adiante será a combinação entre os preços das commodities e o ritmo das exportações, especialmente de produtos ligados ao petróleo.
Fontes consultadas
- Previsão de superávit comercial de 2026 cai para US$ 84,4 bilhões
- Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro
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Fonte: Rubens Studart.
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