O dólar fechou a quinta-feira (1º) cotado a R$ 5,224, alta de 0,97% ante o real. A valorização ocorreu em um ambiente de maior cautela internacional, provocado pelas tensões no Oriente Médio e pela alta do petróleo. Quando investidores buscam mais segurança, a demanda por moeda americana tende a crescer, pressionando o câmbio em países como o Brasil.
O petróleo tipo Brent subiu 4,37%, para US$ 102,31 por barril, enquanto o WTI avançou 2,71%, para US$ 92,87. A combinação de dólar mais caro e petróleo em alta cria uma pressão potencial sobre custos de transporte e de produtos associados à energia. O repasse para o consumidor, porém, não é automático: depende da duração do movimento e das decisões das empresas e dos preços praticados no mercado.
Para quem importa produtos ou utiliza insumos cotados em dólar, a alta cambial encarece as compras no exterior quando convertidas para reais. Exportadores, por outro lado, recebem mais reais por uma mesma receita em moeda estrangeira. O resultado para cada setor varia conforme a parcela de custos e receitas exposta ao câmbio.
Mesmo com a cautela externa e a proximidade do primeiro turno das eleições, o Ibovespa subiu 0,46%, para 187.197,46 pontos. As ações da Petrobras deram o principal apoio ao índice, em um dia no qual a alta do petróleo favoreceu a empresa. Para os próximos pregões, o ponto de atenção será saber se as tensões internacionais e a valorização do petróleo persistirão, ou se o movimento perderá força.
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