O caminho para que o Brasil conquiste um Prêmio Nobel passa menos por encontrar um pesquisador excepcional isolado e mais por ampliar o número de pessoas fazendo pesquisa. Essa é a avaliação do hematologista Fernando Ferreira Costa, ex-reitor da Unicamp, em entrevista ao Centro de Memória da FAPESP.
A ideia importa porque um prêmio internacional costuma chamar atenção para um resultado final, mas a ciência depende de uma base mais ampla: pesquisadores, projetos e instituições capazes de produzir conhecimento de forma contínua. Sem essa base, eventuais conquistas ficam mais sujeitas à exceção do que a um sistema de pesquisa robusto.
Para quem não trabalha em universidade ou laboratório, a discussão pode parecer distante. Não é. A pesquisa sustenta o desenvolvimento de soluções em áreas que chegam ao cotidiano, além de formar profissionais e ampliar a capacidade do país de compreender problemas próprios.
A avaliação também funciona como um lembrete de que reconhecimento não se fabrica apenas com campanhas ou expectativa em torno de um nome. Se o objetivo é aumentar a presença brasileira entre os grandes destaques da ciência, o ponto de partida indicado por Costa é mais básico e mais difícil: haver mais gente dedicada à pesquisa.
Fontes consultadas
Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Léo Fontenele.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

