Chegar à neutralidade de carbono até 2050 envolve escolhas sobre energia, transportes, uso da terra e tecnologias. Uma plataforma desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com a Universidade de Princeton permite simular rotas de menor custo para esse objetivo no Brasil.
A ferramenta combina modelagem energética com informações sobre uso da terra. Na prática, isso permite analisar as relações entre diferentes setores que participam do esforço de descarbonização, em vez de tratar a transição energética como uma decisão isolada sobre geração de eletricidade.
O acesso aberto é um dos pontos mais relevantes do projeto. Gestores públicos e a sociedade podem consultar as simulações para discutir alternativas e orientar a criação de políticas de descarbonização.
Para quem não é da área, a importância está em tornar mais visíveis os caminhos e as escolhas envolvidos na neutralidade de carbono. Uma meta nacional pode parecer abstrata; uma plataforma de simulação ajuda a transformá-la em cenários que podem ser comparados quanto aos custos.
Isso não substitui decisões políticas nem garante que uma rota simulada será adotada. O valor da ferramenta está em oferecer uma base para avaliar opções antes da implementação de medidas que afetam diferentes setores da economia e o uso do território.
Fontes consultadas
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Fonte: Léo Fontenele.
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