O que significa perceber a luz quando não se têm olhos? Um estudo da USP, com a participação de colaboradores norte-americanos, encontrou uma possível resposta em ostras e mexilhões: a pele desses animais reúne um repertório diversificado de proteínas capazes de perceber a luz.
Segundo o estudo, essa variedade chega a superar a encontrada na retina humana. A comparação é relevante porque a retina costuma ser associada ao principal sistema de detecção luminosa em seres humanos. Nos moluscos analisados, porém, a pesquisa aponta para uma organização química complexa distribuída na pele.
Isso não quer dizer que ostras e mexilhões enxerguem como pessoas. O resultado descrito é sobre a presença de proteínas relacionadas à fotopercepção, não sobre uma visão equivalente à humana. A distinção evita transformar uma descoberta sobre funcionamento biológico em uma afirmação maior do que os dados sustentam.
Para quem não é da área, a importância está em mostrar que os sentidos não dependem necessariamente das mesmas estruturas em todos os animais. A luz pode ser percebida por meio de repertórios químicos diferentes, o que ajuda a ampliar a investigação sobre a diversidade dos sistemas sensoriais.
O achado também reforça o valor de estudar organismos que parecem simples à primeira vista. Sem olhos, ostras e mexilhões ainda apresentam uma arquitetura molecular de percepção luminosa mais variada do que a observada na retina humana, segundo a pesquisa. O próximo passo, que não está detalhado no briefing, seria entender como esse repertório funciona no comportamento desses animais.
Fontes consultadas
Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Léo Fontenele.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

