Benefícios sociais e previdenciários não representam apenas uma fonte de renda para milhões de famílias. Em muitos municípios do interior, eles também funcionam como uma base da atividade econômica, porque sustentam o consumo de famílias que têm pouca margem para reduzir despesas sem afetar itens essenciais.
Levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), mostra que aposentadorias, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo nas economias dessas cidades. Entre as famílias mais pobres, esses recursos chegam a representar quase metade do orçamento.
O mecanismo é direto: quando o valor dos benefícios fica estagnado ou é reduzido, as famílias têm menos dinheiro para comprar alimentos, pagar contas e consumir produtos e serviços. A menor circulação de renda atinge o comércio e outras atividades locais, o que pode ampliar o impacto para além dos beneficiários.
Por isso, o estudo aponta a possibilidade de uma retração severa da atividade econômica em municípios do interior caso haja perda de poder de compra desses grupos. O efeito tende a ser especialmente relevante em localidades onde os pagamentos previdenciários e assistenciais têm participação elevada na renda das famílias.
O dado ajuda a colocar a discussão sobre benefícios sociais em duas dimensões: a proteção direta de quem recebe e a sustentação da economia local. Para acompanhar os efeitos das decisões nessa área, será necessário observar tanto a evolução do valor real dos pagamentos quanto o comportamento da atividade nos municípios mais dependentes dessas transferências.
Fontes consultadas
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

