Wednesday, 28 October 2026
Economia

Juros altos ainda travam o crédito para a indústria, aponta CNI

O acesso ao crédito continua sendo um dos pontos de maior pressão sobre a indústria brasileira. Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, entre as empresas que enfrentaram dificuldades para conseguir financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram os juros altos como uma das principais barreiras.

O efeito prático é direto: quando o dinheiro emprestado fica mais caro, a empresa precisa desembolsar mais para manter estoques, financiar o funcionamento cotidiano ou realizar investimentos. No crédito de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, as taxas elevadas foram citadas por 69% dos empresários que tiveram dificuldade para obter recursos.

A diferença entre os prazos ajuda a dimensionar o problema. Financiamentos curtos podem afetar decisões ligadas ao capital de giro, enquanto operações longas são mais associadas à compra de máquinas, à ampliação de unidades e a projetos que só retornam depois de vários anos. Em ambos os casos, o custo do crédito pesa na conta antes que o investimento gere receita.

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 13,75% ao ano, mas a taxa definida pelo BC não é automaticamente o preço final pago por cada empresa. Bancos também consideram o risco do tomador, as garantias e outros custos da operação. Por isso, uma mudança na taxa básica pode levar algum tempo para aparecer nas condições oferecidas ao setor produtivo.

Para quem trabalha ou compra produtos da indústria, o crédito mais caro pode influenciar o ritmo de expansão das empresas e a disposição para investir. O dado da CNI coloca as condições de financiamento entre os indicadores a acompanhar: além do nível da taxa básica, será importante observar se as instituições financeiras passam a oferecer empréstimos com custos e prazos mais compatíveis com os projetos industriais.

Fontes consultadas

Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.

Fonte: Rubens Studart.

Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

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