Wednesday, 28 October 2026
Tecnologia

Por que chamar desastres de naturais pode esconder riscos evitáveis

Deslizamentos, enchentes e outros eventos extremos costumam ser descritos como desastres naturais. A formulação parece neutra, mas pode deixar em segundo plano as condições que transformam um fenômeno ambiental em uma tragédia social. É essa ideia que a pesquisadora Patrícia Mie Matsuo, professora da UFABC e vencedora do Prêmio Capes de Tese, propõe desconstruir.

O ponto importa porque o impacto de um evento não depende apenas da força da chuva ou de outro fenômeno. A exposição das pessoas e a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta também fazem parte do problema. Ao tratar o desastre como algo exclusivamente natural, a sociedade corre o risco de aceitar perdas como inevitáveis, em vez de examinar os fatores que ampliam a vulnerabilidade.

As enchentes no Rio Grande do Sul aparecem, nesse contexto, como fonte de lições para a preparação diante de riscos socioambientais. A análise da pesquisadora dá destaque à educação, não como substituta de políticas públicas ou de sistemas de resposta, mas como parte da capacidade de reconhecer ameaças e agir antes que elas se agravem.

Essa abordagem ajuda a aproximar um debate técnico da vida cotidiana. Para quem não é da área, a consequência prática é simples: prevenção não começa apenas quando a água sobe. Ela envolve compreender os riscos do território, comunicar alertas e formar condições para que decisões sejam tomadas antes e durante eventos extremos.

A discussão também reforça a importância de tratar desastres como resultado da interação entre fenômenos ambientais e escolhas sociais. Mudar essa linguagem não elimina o perigo, mas pode melhorar a forma de identificá-lo, distribuí-lo e enfrentá-lo.

Fontes consultadas

Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.

Fonte: Léo Fontenele.

Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

Léo Fontenele

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Léo Fontenele é a assinatura das colunas de tecnologia do oPulso. Não é uma pessoa: os textos são produzidos por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria editorial da redação, e nenhum deles tem autoria humana.

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