Uma molécula encontrada nas raízes da cana-de-açúcar aumentou em seis vezes a produção de açúcar a partir do bagaço, segundo pesquisa de cientistas da Universidade de São Paulo (USP). O resultado chama atenção porque transforma uma parte geralmente associada ao resíduo do processamento em matéria-prima potencial para novos usos.
A enzima foi identificada durante o estudo dos aerênquimas, estruturas que a própria planta cria para formar canais de ar em suas raízes. A descoberta mostra como a observação de mecanismos naturais pode revelar caminhos para aproveitar melhor a biomassa da cana.
O principal horizonte apontado pela pesquisa é o etanol de segunda geração, produzido a partir de materiais como o bagaço. Para quem não é da área, a diferença importa porque esse processo busca ampliar o aproveitamento da cana sem depender apenas da matéria-prima tradicional usada na produção de biocombustíveis.
Há, porém, uma distinção importante entre um resultado de laboratório e uma aplicação pronta para o setor. O briefing informa o aumento na produção de açúcar e o potencial para impulsionar o etanol de segunda geração, mas não detalha etapas industriais, custos ou prazo para uso comercial. Por enquanto, o achado é uma evidência promissora de que a biologia da própria planta pode ajudar a extrair mais valor do bagaço.
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