O Banco Central passará a divulgar mensalmente indicadores sobre reajustes salariais negociados em convenções coletivas. A iniciativa não cria uma regra de aumento para os trabalhadores, mas organiza informações que ajudam a acompanhar como as negociações entre empresas e empregados evoluem.
Os dados virão do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego. O conjunto mostrará os percentuais de reajuste acertados e a proporção de acordos que resultaram em aumentos acima, abaixo ou em linha com a inflação.
Esse acompanhamento é relevante porque os salários fazem parte da formação dos custos das empresas e da renda disponível das famílias. Quando os reajustes negociados superam a inflação, há aumento real do poder de compra dos trabalhadores. Para as empresas, porém, a elevação da folha pode pressionar custos, dependendo das condições de cada setor.
Para o Banco Central, a nova série ajuda a observar se o mercado de trabalho está produzindo pressões que podem se espalhar para os preços. O indicador será mais uma peça de informação para a análise da inflação, ao lado de outros dados econômicos.
O que merece atenção daqui para frente é a frequência com que os acordos ficarão acima da inflação e a diferença entre os resultados por período. A série também poderá ajudar a identificar mudanças nas condições do mercado de trabalho antes que elas apareçam de forma mais ampla nos preços ou na renda das famílias.
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Fonte: Rubens Studart.
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