O limão está custando mais do que a média mesmo em um período de entressafra, quando a produção costuma ser menor. O principal motivo apontado é a pouca oferta: com menos fruta disponível, quem conseguiu garantir a colheita encontra espaço para cobrar mais.
O problema começou antes da chegada da fruta ao mercado. Segundo Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), uma condição especial de chuvas afetou a florada no início do ano. A florada é a etapa em que surgem as flores que darão origem aos frutos; quando ela é prejudicada, a colheita posterior tende a ser menor.
Esse mecanismo ajuda a explicar por que o consumidor sente a alta mesmo fora de um período de maior procura. O preço não depende apenas da demanda: quando a quantidade disponível cai, a disputa pela fruta restante pode elevar o valor pago no varejo.
O efeito é diferente ao longo da cadeia. Para o consumidor, o limão pesa mais na compra quando o preço está acima da média. Já os produtores e vendedores que conseguiram preservar a colheita têm uma posição mais favorável, porque há menos oferta disponível e maior dificuldade para garantir o abastecimento.
O caso também mostra como eventos climáticos podem chegar ao orçamento com atraso. A chuva que afetou a florada no começo do ano aparece depois na quantidade colhida e, por consequência, no preço. Como o limão tem histórico de alta volatilidade, a evolução da produção e das condições climáticas será determinante para saber por quanto tempo a pressão continuará.
Fontes consultadas
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

