Um projeto coordenado pelo arquiteto italiano Marcello Balzani propõe acompanhar a saúde estrutural do Coliseu romano por meio de um “gêmeo digital”. A iniciativa cruza escaneamento em três dimensões com dados históricos do monumento, que tem quase 2 mil anos.
O resultado é uma base de dados capaz de monitorar continuamente o Coliseu. A ideia é identificar sinais de risco estrutural e oferecer informações para orientar a conservação, em vez de depender apenas de avaliações pontuais ou da observação direta do edifício.
O termo “gêmeo digital” pode parecer restrito ao vocabulário da indústria e da tecnologia, mas o princípio é simples: criar uma representação digital alimentada por informações sobre um objeto real. Nesse caso, registros do passado e medições do monumento são reunidos para acompanhar suas condições ao longo do tempo.
Isso importa para quem não é da área porque preservar um patrimônio histórico não significa apenas reparar danos depois que eles aparecem. Um sistema de monitoramento pode ajudar a organizar evidências sobre mudanças na estrutura e apoiar escolhas de conservação de um monumento que atravessou séculos.
O projeto foi apresentado na 7ª Conferência FAPESP 2026. A capacidade de prever riscos e orientar intervenções é, por enquanto, a finalidade anunciada para a base de dados; o briefing não informa resultados de sua aplicação contínua no Coliseu.
Fontes consultadas
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Fonte: Léo Fontenele.
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