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Repórter Brasil 23/09/2026 – 19:00
Mais de 300 denúncias sobre suspeitas de aumentos abusivos nos preços dos combustíveis chegaram à Agência Nacional do Petróleo (ANP) nas últimas semanas. Diante desse cenário, uma operação nacional foi às ruas hoje (23) para fiscalizar postos de combustíveis. Segundo a ANP, só na última semana, o preço do diesel S10 aumentou entre 3% e 5% em alguns estados.
A Operação Carga Pesada começou hoje no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas vai seguir em outros 13 estados e no Distrito Federal. O foco das ações e das preocupações é justamente a variação de preço no óleo diesel tipo S10, que é o mais usado hoje no país. Para se ter uma ideia, segundo a ANP, o preço médio do litro fechou a semana passada em R$ 7,13 no Brasil todo, um aumento de mais de 2%, equivalente a R$ 0,06. É o maior valor desde o final do mês de maio. Mas na Bahia, por exemplo, esse preço médio é muito mais alto, lá chegou a R$ 7,74, mais de 5% de aumento. Pernambuco, R$ 7,50.
Essa variação é importante e precisa ser combatida porque ela tem impacto direto no orçamento das famílias, no custo de vida, porque a variação no preço do óleo diesel impacta o preço do frete, no transporte das mercadorias por todo o Brasil.
Segundo a Senacon, a Secretaria Nacional do Consumidor, essa ação de hoje não está tão focada no preço na bomba, por que sim, há uma pressão do petróleo, uma pressão internacional que impacta no preço do óleo diesel, mas na variação da margem de lucro, porque aí sim essa variação pode conter o abuso, que significa não só o repasse de preço dessas variações no preço do petróleo, mas o lucro abusivo do dono do posto.
Chamada de Operação Carga Pesada, a ação ocorre após a Agência Nacional do Petróleo receber mais de 330 denúncias sobre suspeitas de altas indevidas nos preços. Com base nessas denúncias, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) já instaurou 70 processos administrativos contra os postos de combustíveis.
A ação de hoje aconteceu no estado de São Paulo e também no Rio, por conta do aumento de preços dos combustíveis observado nas últimas semanas. Se forem constatadas irregularidades, os postos podem receber multas e outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.
De acordo com a Senacon, a infração será identificada caso o posto tenha uma margem de lucro acima de 70% na comparação com o ganho no período antes da guerra do Irã, que começou em fevereiro deste ano.
Procons estaduais e municipais e a ANP também participam das ações de fiscalização. Quando necessário, a ação poderá contar com o apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Força Nacional.
Em São Paulo, seis postos foram autuados.
Gustavo Rocha (fiscal da Senacon): “Para combater o aumento injustificado da margem de lucro dos postos de combustíveis, principalmente no que está relacionado ao óleo diesel. A gente não está aqui para regular o preço do combustível, o mercado é livre e os postos podem praticar o preço de mercado que entenderem ser necessários, mas o aumento injustificado não pode acontecer.”
Os postos de gasolina denunciados e fiscalizados terão 20 dias para apresentar defesa. Os consumidores que identificarem possíveis irregularidades nos preços ou na qualidade dos combustíveis podem registrar denúncias nos Procons estaduais e municipais.
Os consumidores também podem fazer essa denúncia à ANP, por telefone, pelo aplicativo ou pelos canais digitais da agência.
23/09/2026 – 21:10
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Fonte: TV Brasil — por rafael.guimaraes, publicado em 23/09/2026 21:07.
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