O Brasil encerrou 2025 com a maior proporção já registrada de empreendedores com CNPJ: 35 em cada 100 tinham registro empresarial. O número corresponde a 10,7 milhões de pessoas, em um universo de 30,6 milhões de empreendedores identificados pelo IBGE.
O dado mostra avanço da formalização, mas também expõe o tamanho do trabalho sem registro. Quase 20 milhões de empreendedores, ou 65% do total, não tinham CNPJ. A estatística inclui empregadores e trabalhadores por conta própria, dois grupos que formam uma parcela importante das pessoas ocupadas.
Para quem trabalha por conta própria ou emprega outras pessoas, ter ou não ter CNPJ define uma diferença objetiva no modo como a atividade aparece nos registros oficiais. O crescimento da parcela formalizada indica que mais negócios passaram a operar com identificação empresarial, enquanto a maioria ainda permanece fora desse universo.
O contraste ajuda a evitar uma leitura exagerada do resultado. Chegar a 35% é um recorde, mas não significa que a informalidade tenha deixado de ser predominante entre os empreendedores. Na prática, o número de pessoas sem CNPJ ainda é quase duas vezes maior que o de pessoas registradas.
O que merece acompanhamento é se a proporção continuará avançando e como essa mudança se distribuirá entre empregadores e trabalhadores por conta própria. O ponto central para a economia é que o país tem mais empreendedores registrados do que nunca, mas ainda precisa observar a dimensão do grupo que permanece sem CNPJ.
Fontes consultadas
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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