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Repórter Brasil 22/09/2026 – 19:00
O presidente Lula voltou a defender a democracia, a soberania dos países e o multilateralismo no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. Como é tradição na Assembleia, o Brasil foi o primeiro país a discursar. A Assembleia Geral é o principal órgão deliberativo das Nações Unidas e reúne representantes dos 193 Estados-membros.
“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. O recado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, mostrou que a defesa da soberania é a principal preocupação do país num momento que os Estados Unidos tentam influenciar as eleições de outubro.
“Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. A proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
O presidente brasileiro também falou sobre segurança pública e rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado no Brasil. Sem citar os Estados Unidos, o discurso de Lula remete ao relatório norte-americano divulgado na última semana, que aponta supostas falhas do governo brasileiro no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Lula também defendeu a cooperação internacional no combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro e criticou o embargo imposto a Cuba.
“Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado. Em Cuba, o mundo assiste estarrecido a punição coletiva a dez milhões de pessoas por meio de um embargo econômico e um cerco energético ilegais”.
O presidente brasileiro voltou a criticar a atuação da ONU na resolução de conflitos globais e falou da importância da valorização dos organismos multilaterais. Lula defendeu a proteção ao meio ambiente, o direito das mulheres e reforçou a importância do combate à desinformação e ao negacionismo.
“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Os pilares do multilateralismo estão sendo corroídos. A Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos. Quando os governos capitulam diante daqueles que utilizam tarifas como armas de coerção e chantagem, as consequências são nefastas. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo. Existe, em todo o mundo, um anseio legítimo por mudanças. Mas mudar não é retroceder. Não é subtrair direitos. Não é reeditar teorias de supremacia racial ou de submissão feminina. Não é recolonizar o Sul Global. Mudar é avançar para um futuro de mais participação e mais conquistas.”
22/09/2026 – 20:30
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Fonte: TV Brasil — por francislene.paula, publicado em 22/09/2026 21:04.
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