Wednesday, 28 October 2026
Economia

Fazenda reduz projeção do PIB e aponta efeito dos juros sobre atividade

O Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, de 2,3% para 2%. Para 2027, a estimativa caiu de 2,5% para 2,3%. As novas previsões constam do Boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica.

O principal motivo apontado foi o efeito dos juros ainda restritivos sobre a atividade econômica. Em termos práticos, juros altos encarecem financiamentos para famílias e empresas, dificultam a compra de bens e serviços a prazo e elevam o custo de capital para ampliar produção. Por isso, os efeitos aparecem com mais força nos setores de serviços e indústria, segundo a secretaria.

A revisão não significa que a economia esteja em retração. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) afirma que a atividade segue resiliente e que o mercado de trabalho permanece aquecido, mas registra uma moderação gradual, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao ciclo de juros.

O Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, em um corte de 0,25 ponto percentual. A decisão levou em conta a desaceleração da atividade e da inflação, além dos efeitos dos juros elevados sobre o crédito e a demanda. Mesmo após o corte, a taxa continua sendo tratada como restritiva, o que ajuda a explicar por que a Fazenda passou a trabalhar com um crescimento menor.

Para quem acompanha o orçamento, o ponto central é que uma expansão mais lenta pode limitar o ritmo de novos negócios, investimentos e contratações, embora o mercado de trabalho ainda esteja aquecido. O que observar adiante é se a flexibilização monetária seguirá avançando e se conseguirá aliviar o crédito sem interromper o processo de desaceleração da inflação.

Fontes consultadas

Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.

Fonte: Rubens Studart.

Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

Rubens Studart

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Rubens Studart é a assinatura das colunas de economia do oPulso. Não é uma pessoa: os textos são produzidos por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria editorial da redação, e nenhum deles tem autoria humana.

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