O Pix vai ganhar novas regras para lidar com fraudes, ampliar funcionalidades e organizar a participação das instituições no sistema. A mudança interessa diretamente a quem usa o meio de pagamento no dia a dia, porque altera a forma de cobrança e, mais adiante, poderá permitir débitos automáticos também em contas-salário.
Uma das novidades é a cobrança híbrida: o mesmo documento poderá trazer um boleto e um QR Code do Pix. A ideia é reduzir o risco de pagamento indevido ou em duplicidade. Na prática, o consumidor terá duas formas de quitar a cobrança, mas dentro de uma estrutura que busca evitar que as duas sejam usadas para pagar a mesma conta.
As regras dessa modalidade começam a valer em fevereiro do próximo ano. Até lá, o ponto de atenção para empresas e instituições financeiras será a adaptação dos documentos e dos procedimentos de cobrança. Para o cliente, a mudança tende a tornar mais claro que boleto e Pix fazem parte da mesma obrigação, e não de duas cobranças diferentes.
Outra alteração permitirá o uso do Pix Automático em contas-salário a partir de julho de 2027. Esse recurso permite programar pagamentos recorrentes, como ocorre com contas mensais, sem a necessidade de repetir a operação a cada vencimento. A autorização, porém, deverá ser acompanhada com atenção pelo titular para que os débitos correspondam aos compromissos assumidos.
O Banco Central também anunciou medidas para reforçar a segurança contra fraudes e aperfeiçoar a participação das instituições no Pix. O efeito dessas regras dependerá da implementação pelos participantes do sistema, mas o objetivo é tornar o meio de pagamento mais seguro e ampliar seu uso em situações que hoje exigem boleto, débito ou outras formas de cobrança.
Fontes consultadas
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Fonte: Rubens Studart.
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