À primeira vista, os rodolitos parecem pedras espalhadas no fundo do mar. São, porém, algas calcárias que formam bancos capazes de abrigar uma parcela expressiva da biodiversidade marinha: uma estimativa feita por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indica que esses ambientes podem concentrar até 1% da vida marinha global.
O cálculo foi baseado em material coletado nos litorais da Bahia e de São Paulo. A pesquisa encontrou possíveis novas espécies, além de algas e invertebrados que nunca haviam sido identificados nessa região do Atlântico.
O dado mais importante não é transformar o percentual em uma contagem definitiva. A própria informação é uma estimativa, construída a partir das amostras analisadas. Ainda assim, ela mostra como estruturas que podem ser confundidas com simples pedras funcionam como ambientes associados a uma diversidade pouco conhecida.
Para quem não é da área, a descoberta ajuda a ampliar a ideia de onde a vida marinha está concentrada. A biodiversidade não aparece apenas em animais facilmente visíveis ou em paisagens submarinas famosas: também pode estar ligada a formações discretas, como os bancos de rodolitos.
A presença de organismos possivelmente novos reforça uma questão básica da pesquisa científica: antes de medir ou proteger a diversidade, é preciso saber o que existe. No caso dos rodolitos brasileiros, o estudo indica que ainda há espécies e relações ecológicas a serem identificadas no Atlântico.
Fontes consultadas
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Fonte: Léo Fontenele.
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