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Em resposta aos EUA, Brasil nega falha no combate ao crime organizado

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Repórter Brasil 17/09/2026 – 19:00

O governo brasileiro negou as acusações feitas por Donald Trump de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional. Na terça-feira (15), uma declaração do governo dos Estados Unidos enviada ao Congresso norte-americano alegou que o Brasil não age contra as principais facções do país.

No documento norte-americano, embora o Brasil não faça parte de uma lista anual de 23 países que os Estados Unidos identificam como maiores produtores de drogas, o país foi citado. Sobre as facções, o documento diz que o governo brasileiro precisa, com urgência, adotar medidas enérgicas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se expandam e se fortaleçam. 

A resposta do Brasil veio logo em seguida. Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou que o governo estadunidense desconsidera os esforços do Brasil no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, e também não leva em consideração as dezenas de milhares de operações de combate ao crime por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do programa Brasil Contra o Crime Organizado. Lançado em maio último, o plano sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas. 

A nota destaca ainda que o próprio presidente Lula, em maio deste ano, entregou um documento para Trump detalhando as medidas de combate a esses crimes e ainda não recebeu resposta. O documento também afirma que o governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas. 

Desde que assumiu o segundo mandato, Trump promove ofensivas em países latino-americanos, inclusive políticas, sob a justificativa de combate ao narcoterrorismo. No final de 2025, os Estados Unidos iniciaram ataques a dezenas de embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico e, em janeiro de 2026, sequestraram o líder venezuelano Nicolás Maduro. Após ameaçar realizar ataques contra fábricas e laboratórios de cocaína na Colômbia, Trump também negociou uma cooperação militar terrestre com o país. 

Ontem, o presidente Lula afirmou que irá conversar com o presidente Trump sobre soberania em reunião das Nações Unidas no começo da semana que vem.

“Domingo, às 10h, pego o avião e vou para a reunião da ONU para ter um bate-papo com o Trump e dizer para ele: não se meta nas eleições do Brasil.”

17/09/2026 – 21:40

Tags: 
EUA crime organizado Brasil Donald Trump MJSP

Fonte: TV Brasil — por rafael.guimaraes, publicado em 17/09/2026 21:40.

Conteúdo republicado sob licença CC BY 3.0 BR.

Redação

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