Os empregados da Caixa Econômica Federal devem decidir na segunda-feira (21) se encerram a greve iniciada há uma semana ou mantêm a paralisação. A escolha será feita em votação sobre a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
O principal ponto de tensão é o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores. A categoria reivindica o retorno da divisão em que a Caixa arcava com 70% das despesas e os empregados, com 30%.
Essa proporção não é apenas uma cláusula trabalhista: ela define quanto sai diretamente do orçamento dos funcionários para manter o benefício. Quando a parcela do trabalhador aumenta, há redução da renda disponível; quando diminui, parte desse custo deixa de pesar sobre o bolso dos empregados.
A nova proposta será avaliada nesse contexto. O briefing não detalha seus termos, portanto o resultado dependerá do conteúdo apresentado e da avaliação dos trabalhadores sobre o equilíbrio entre a cobertura do plano e a parcela de custeio atribuída a cada lado.
O desfecho da votação também definirá a duração da paralisação e os próximos passos da negociação coletiva. Para acompanhar o caso, o ponto principal será observar se a categoria aceita a proposta ou decide prolongar a greve em busca do restabelecimento da proporção de 70% para a Caixa e 30% para os empregados.
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Fonte: Rubens Studart.
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