O Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo promovido pelo Comitê de Política Monetária. A decisão, tomada por unanimidade, era esperada pelo mercado, mas foi recebida com ressalvas por representações da indústria e dos trabalhadores.
Para essas entidades, a redução foi tímida e não alivia suficientemente as contas de empresas e famílias. A crítica ajuda a dimensionar a distância entre uma mudança na taxa básica e o efeito percebido por quem precisa de crédito ou já carrega dívidas.
A Selic funciona como referência para o custo do dinheiro na economia. Quando ela cai, abre-se espaço para que empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito fiquem mais baratos, mas essa transmissão não ocorre automaticamente nem na mesma proporção. Bancos também consideram o risco de inadimplência e outras despesas ao definir suas taxas.
Por isso, o corte tende a ter efeito mais gradual no orçamento. Para uma família endividada, a redução pode não alterar de imediato o valor das parcelas. Para uma empresa, o impacto depende das condições de suas linhas de financiamento e da necessidade de renovar ou contratar crédito.
O ponto a observar adiante é se novos cortes serão realizados e como eles chegarão às taxas cobradas de consumidores e empresas. Enquanto a Selic permanece em 13,75% ao ano, a avaliação das entidades é que o custo financeiro ainda continua elevado para destravar um alívio mais visível na atividade econômica.
Fontes consultadas
- Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic
- BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

