A Operação Make Up colocou sob investigação suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ação da Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.
Um dos pontos apurados envolve um projeto de R$ 1 milhão destinado pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil. Segundo informações reunidas pela PF e usadas para fundamentar a operação, não houve comprovação de que a iniciativa tenha sido executada conforme previsto.
A investigação também alcança suspeitas relacionadas ao financiamento da produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na decisão que autorizou a operação, Dino proibiu Mario Frias de deixar o país e de se comunicar com outros investigados. O ministro citou risco de evasão para justificar a medida.
O caso se conecta a apurações sobre repasses de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme. Na quarta-feira (9), o ministro André Mendonça homologou a delação do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, apontado como responsável por repasses ao fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é administrado por um advogado próximo a Eduardo Bolsonaro.
As diligências ainda estão no campo da investigação. O material divulgado no briefing não informa a conclusão da PF sobre a responsabilidade dos envolvidos nem eventual denúncia criminal. A operação evidencia, porém, o papel do STF na autorização de medidas de busca e de restrições cautelares quando parlamentares aparecem entre os alvos de apurações sobre a destinação de emendas.
Fontes consultadas
- Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada
- Dino cita risco de evasão e proíbe deputado Mario Frias de deixar país
- Mendonça homologa delação sobre financiamento do filme sobre Bolsonaro
Helena Braga é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Helena Braga.
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