Termina na quarta-feira (2) a consulta pública do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) que busca identificar produtos e cadeias produtivas sustentáveis do Mercosul. A iniciativa interessa a empresas e organizações que atuam na preservação do meio ambiente e pode influenciar quais atividades estarão em melhores condições para aproveitar o acordo comercial com a União Europeia.
O mecanismo é simples: antes de aplicar os benefícios previstos, o governo precisa reconhecer quais bens e cadeias atendem aos critérios de sustentabilidade considerados no acordo. A consulta funciona, portanto, como uma etapa de mapeamento. Quanto mais claramente forem identificados os produtos e processos sustentáveis, maior tende a ser a capacidade de direcionar as vantagens comerciais para essas atividades.
O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi promulgado em março e prevê benefícios comerciais adicionais para itens sustentáveis. Isso pode abrir espaço para ampliar o comércio europeu de empresas que comprovem práticas de preservação ambiental, embora o briefing não detalhe quais produtos serão contemplados nem qual será a dimensão desses benefícios.
Para quem produz, a oportunidade está em fazer com que sua cadeia seja considerada na definição dos bens sustentáveis. Para o consumidor, o possível efeito é indireto: uma inserção maior de produtos brasileiros no mercado europeu pode fortalecer atividades produtivas associadas à preservação ambiental. O resultado, porém, dependerá da identificação das cadeias e da aplicação efetiva do acordo.
O ponto a observar agora é o encerramento da consulta e os próximos passos do Mdic. A definição dos produtos e cadeias reconhecidos como sustentáveis será decisiva para saber quais setores poderão transformar compromissos ambientais em acesso comercial ampliado na União Europeia.
Fontes consultadas
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Fonte: Rubens Studart.
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