A Dívida Pública Federal chegou a R$ 9,288 trilhões em julho, ante R$ 9,268 trilhões no mês anterior. A alta foi de 0,22% e, segundo o Tesouro Nacional, a incidência dos juros impediu que o estoque recuasse. Mesmo assim, o valor ficou abaixo do previsto pelo governo.
O ponto de atenção não está apenas no tamanho da dívida, mas também em sua composição. Na revisão do Plano Anual de Financiamento, o Tesouro informou que entre 49% e 53% da dívida poderá chegar ao fim de 2026 corrigida pela Selic, hoje em 14% ao ano.
A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para diversas operações financeiras. Quando uma parcela maior da dívida acompanha esse indicador, a despesa do governo fica mais sensível ao nível dos juros: enquanto a taxa permanecer elevada, os títulos vinculados a ela terão sua correção influenciada por esse patamar.
Essa maior exposição resulta do interesse dos investidores por títulos públicos ligados aos juros. Para quem compra esses papéis, a remuneração acompanha a Selic. Para o governo, porém, a contrapartida é assumir uma parcela maior do endividamento sujeita à variação dessa taxa.
O efeito chega à vida das pessoas de forma indireta. Quanto maior a pressão dos juros sobre as contas públicas, maior a importância do espaço disponível no orçamento para financiar políticas e serviços. O dado a observar adiante é justamente a combinação entre o estoque da dívida, sua parcela corrigida pela Selic e o nível dos juros básicos.
Fontes consultadas
- Até 53% da Dívida Pública Federal poderá ser corrigida pela Selic
- Dívida Pública sobe 0,22% em julho e supera R$ 9,2 trilhões
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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