A computação quântica deixou de ser assunto restrito a laboratórios e passou a ocupar também o debate sobre estratégia empresarial. Essa é a proposta da Conferência FAPESP 2026, intitulada “Da pesquisa à vantagem estratégica: quantum computing aplicado aos negócios”.
A escolha do tema é relevante porque conecta duas etapas que costumam aparecer separadas: a produção de conhecimento e a tentativa de transformá-lo em aplicação. Para quem não é da área, isso significa acompanhar não apenas o que os computadores quânticos podem fazer em teoria, mas também como empresas avaliam se uma tecnologia ainda em desenvolvimento pode ter utilidade prática.
A palestrante convidada é Samuraí Brito, head de Tecnologias Quânticas e gerente-executiva de Ciência de Dados no Itaú Unibanco. A participação indica que o encontro pretende discutir o assunto a partir da relação entre pesquisa, dados e negócios.
O título da conferência, porém, não deve ser confundido com a confirmação de que a computação quântica já produz uma vantagem ampla ou imediata para as empresas. A própria ideia de passar “da pesquisa” à estratégia mostra que existe uma distância entre investigar a tecnologia e demonstrar aplicações capazes de justificar seu uso.
Essa distinção importa porque novas tecnologias frequentemente chegam ao público acompanhadas de promessas maiores do que os resultados disponíveis. O valor de uma discussão como essa está justamente em examinar caminhos de aplicação sem tratar expectativa como evidência: entender quais problemas podem ser abordados, que estágio de desenvolvimento existe e onde ainda faltam respostas.
Fontes consultadas
Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Léo Fontenele.
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