O navio-plataforma Alexandre de Gusmão atingiu a capacidade máxima de produção no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos: 180 mil barris de óleo por dia. A unidade opera a 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em uma área de águas ultraprofundas, com 2,1 mil metros de profundidade.
Mero é atualmente o terceiro maior campo produtor do Brasil, atrás de Búzios e Tupi, também localizados na Bacia de Santos. A marca alcançada pelo navio mostra a dimensão dos projetos necessários para extrair petróleo em uma região distante da costa e em condições operacionais complexas.
Para a economia, o aumento da produção amplia a atividade de uma cadeia que envolve exploração, plataformas, transporte e serviços especializados. O efeito sobre as contas da Petrobras e sobre a arrecadação pública, porém, depende de fatores que não estão detalhados no briefing, como os custos da operação e o preço de venda do petróleo.
Também não é possível concluir que a produção máxima do Alexandre de Gusmão vá reduzir imediatamente o preço da gasolina ou do diesel. Os combustíveis dependem de outras etapas, como refino, distribuição e comercialização, além das condições do mercado. O que a notícia confirma é a entrada plena de uma unidade relevante na produção brasileira de óleo.
O ponto a observar adiante é como o Campo de Mero se comportará dentro da produção nacional e quais serão os próximos projetos capazes de ampliar a oferta. A Petrobras também aparece no noticiário por ter encontrado petróleo em um poço na Margem Equatorial e pelos leilões de petróleo previstos para outubro, mas esses acontecimentos não permitem antecipar resultados de produção.
Fontes consultadas
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