A dívida do governo do Rio de Janeiro com instituições financeiras chegou a R$ 26 bilhões, segundo o governador em exercício, Ricardo Couto. O estado busca uma reestruturação dos débitos após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília.
Reestruturar uma dívida significa renegociar suas condições para tentar reduzir o custo financeiro e reorganizar os pagamentos. Na prática, o objetivo apresentado pelo governo fluminense é aliviar a pressão dos débitos mantidos com bancos e dar maior organização às contas públicas.
A negociação não se limita à adesão do Rio ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag, voltado para débitos estaduais com a União. De acordo com Couto, a estratégia também envolve as dívidas contratadas diretamente com instituições financeiras.
O caso mostra que a situação fiscal de um estado não depende apenas do volume devido ao governo federal. Os compromissos com bancos também entram na equação e podem influenciar o custo de manter as contas em dia. O ponto a observar agora é o formato que eventual acordo poderá assumir e se ele conseguirá reduzir as despesas financeiras sem apenas adiar os pagamentos.
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