A economia brasileira terminou o segundo trimestre em marcha mais lenta. O Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), estimou crescimento de 0,3% no período, mas registrou queda de 1,1% na passagem de maio para junho. O IBC-Br, indicador do Banco Central, também apontou retração no mês, de 0,6%, embora tenha mostrado alta de 0,2% na comparação trimestral.
Os números não descrevem uma economia parada: na visão da FGV, o desempenho acumulado em 12 meses ainda é positivo em 1,8%. No IBC-Br, a alta em 12 meses chegou a 1,5%, e o acumulado do ano até junho também registra crescimento de 1,5%. A mensagem principal, portanto, não é de queda generalizada, mas de desaceleração: o ritmo de expansão perdeu força ao longo do trimestre.
O consumo foi o principal apoio para o avanço de 0,3% estimado pela FGV. Isso ajuda a explicar como a atividade conseguiu crescer no trimestre mesmo com a contração de junho. Para as famílias, o resultado indica que as compras continuam movimentando a economia, mas o dado mensal mostra que esse impulso não foi suficiente para evitar uma perda de ritmo no fim do período.
Essa perda de velocidade importa porque a atividade econômica influencia as decisões de produção, contratação e renda. O efeito não aparece automaticamente em todos os setores ou para todos os trabalhadores, mas uma economia que cresce menos tende a oferecer um ambiente mais cauteloso para empresas e consumidores. Os dados disponíveis, contudo, não permitem afirmar que já exista uma deterioração ampla do emprego ou da renda.
O mercado financeiro, por enquanto, não alterou suas projeções no Boletim Focus de 17 de agosto: manteve em 1,98% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto em 2026. Também preservou as expectativas de inflação em 5,02% e de taxa Selic em 13,75% ao ano no fim do período. O próximo ponto de atenção será saber se a fraqueza observada em junho se repete ou se foi apenas uma interrupção no caminho de crescimento ainda positivo.
Fontes consultadas
- FGV estima que PIB desacelerou e cresceu 0,3% no segundo trimestre
- IBC-Br recuou 0,6% em junho, diz Banco Central
- Mercado mantém estáveis projeções para inflação, juros, PIB e dólar
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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