A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês seguido. O IPCA avançou 0,07% em julho, resultado que levou o acumulado em 12 meses a 4,44% e recolocou o indicador na meta do governo. A principal ajuda veio dos alimentos, que ficaram mais baratos no mês.
Para as famílias, o dado representa alívio no orçamento de julho, especialmente nas compras de alimentação. Mas deflação ou inflação baixa em um único mês não significa que os preços tenham voltado ao nível anterior: o acumulado de 4,44% mostra que houve aumento no custo de vida ao longo dos últimos 12 meses.
O INPC, índice usado na correção anual de salários, teve deflação de 0,01% em julho. No acumulado de 12 meses, porém, registra alta de 4,10%. O resultado pode reduzir a pressão imediata sobre reajustes baseados nesse indicador, mas a evolução dependerá dos próximos números.
Foi nesse ambiente de desaceleração, mas ainda cercado de incertezas, que o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14% ao ano. A ata da reunião aponta que as expectativas de inflação continuam elevadas e que permanecem riscos para a trajetória dos preços. Na prática, a taxa básica influencia o custo de empréstimos e financiamentos, embora a redução não faça o crédito ficar barato de forma imediata.
O próximo ponto de atenção será saber se a melhora observada em julho se sustenta. O mercado financeiro projeta IPCA de 5,02% para o fim de 2026, acima do acumulado registrado até agora em 12 meses. A combinação entre alimentos, expectativas e riscos mencionados pelo Banco Central será decisiva para indicar até onde os juros poderão cair e quando o alívio chegará de forma mais clara ao bolso.
Fontes consultadas
- Inflação recua para 0,07% em julho e volta para a meta do governo
- INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses
- BC aponta desaceleração da inflação, mas mantém alerta sobre riscos
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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