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Repórter Brasil 10/08/2026 – 19:00
Você sabe como funcionam as urnas eletrônicas? Sabe como funciona a biometria? Conhece o boletim de urna? Já ouviu falar dos testes públicos de segurança?
Esses são apenas alguns dos muitos mecanismos utilizados para garantir a segurança das urnas e das eleições. Utilizada no Brasil em cidades com mais de 200 mil habitantes desde 1996, a urna é amplamente fiscalizada por entidades públicas e privadas, inclusive pelos partidos políticos.
“É um processo sempre novo, sempre há inovação. Então, o TSE, são medidas, protocolos internacionais, de que quanto mais gente observando o processo eleitoral, a tendência é dar uma maior segurança para o processo. Então, o TSE edita essas resoluções, trazendo, garantindo a participação dos partidos políticos, de entes governamentais, entes paraestatais, a população mesmo, como um todo, a Polícia Federal, enfim, vários entes podem participar do processo eleitoral, com o intuito de garantir o máximo da lisura, da segurança e transparência, né?”,explica Alessandro Reis, advogado especialista em Direito Público.
Criada para impedir fraudes nas votações manuais, a urna eletrônica informatizou o processo e diminuiu a intervenção humana, principal causa de erros, intencionais ou não. Com ampla auditoria e fiscalização, a preparação começa bem antes do primeiro turno.
12 meses antes da eleição ocorre a abertura do código-fonte. Na sequência, é feito o teste público de segurança, que depois passa por um teste de confirmação. A cerca de um mês da eleição é hora da assinatura digital, lacração dos sistemas e preparação de urnas. No dia das eleições, ocorre o teste de integridade das urnas e o teste de autenticidade dos sistemas eleitorais. Além disso, é emitida a zerésima e é feito o registro digital do voto. Depois do fim das eleições, é emitido o boletim de urna. Até 3 dias depois da eleição, são publicados os arquivos na internet e em até 100 dias os dados, arquivos e relatórios completos.
“Uma coisa interessante que existe no processo eleitoral, nossas urnas, elas não são ligadas à internet durante o processo do escrutínio, da eleição, então, o acesso virtual a elas não existe. A única conexão da urna com o mundo real é através da tomada de energia elétrica. Então, torna praticamente impossível a violação dessa urna por meio de fraudes virtuais. Então, são vários sistemas, vários programas que garantem a lisura e garante também a questão do voto, ele é auditável”, destaca o advogado.
E esse processo de aperfeiçoamento não para. A cada eleição, a urna eletrônica e o processo de votação recebem melhorias, tudo para manter a transparência, segurança e credibilidade das eleições e do Tribunal Superior Eleitoral.
“Mostrar que não tem nada de misterioso, não tem nada de secreto, muito pelo contrário. O nosso trabalho é justamente esse, de aprofundar a transparência e com isso aprofundar a confiança da população no nosso trabalho”, pontua Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE.
10/08/2026 – 20:10
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urnas eletrônicas eleições 2026
Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 10/08/2026 20:15.
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