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Repórter Brasil 05/08/2026 – 19:00
Dois trasplantes cardíacos pediátricos realizados em um intervalo de apenas quatro dias colocaram o Hospital Universitário do Ceará (UFC) entre as referências do país nesse tipo de procedimento As cirurgias só foram possíveis graças à doação de órgãos e renovam a esperança de crianças com doenças cardíacas graves.
Os dois primeiros trasplantes cardíacos pediátricos realizados pela cardiopediatria do Hospital Universitário do Ceará são um marco histórico para a saúde no estado devido à complexidade do procedimento, considerando o pré e o pós-operatório. A unidade foi a primeira do Norte e Nordeste a realizar esse tipo de trasplante em pacientes tão jovens
“As crianças têm muito menos doadores do que adultos, porque a doação geralmente vem de acidentes de trânsito, vem de coisas que preservam o coração, né? E a criança tem menos, e quanto menor a criança, mais difícil é essa doação. Então, além da complexidade do procedimento em si, de manter a criança até o coração chegar, do ato operatório e do pós-operatório, tem o problema da doação”, explica Klébia Castelo Branco, coordenadora da Cardiopediatria do HUC.
A coordenadora da cardiopediatria da unidade explica ainda que o trasplante cardíaco pediátrico só é indicado em casos bem específicos.”
“A gente pode separar de uma forma simples em dois grandes grupos: um que a gente chama de miocardiopatia dilatada, que é aquele coração que cresce e não bate adequadamente, não tem uma força de contração adequada. Os nossos dois bebês foram de miocardiopatia dilatada. A maioria, ele é idiopático. O que significa ser idiopático? Você não consegue ter uma causa definida. Pode ser pós-vírus, pode ser familiar, pode ser genético, mas você não tem uma causa evidente. E a segunda grande causa são as cardiopatias congênitas. São aqueles defeitos na estrutura do coração que você vai tentando corrigir, você faz cirurgias, mas, mesmo assim, o coração não consegue funcionar adequadamente”, detalha a médica.
Os dois primeiros trasplantes cardíacos pediátricos foram realizados em um intervalo de apenas quatro dias. O primeiro aconteceu no dia 22 de julho em uma criança de 1 ano e 1 mês. Já o segundo foi realizado no dia 26 do mesmo mês em um bebê de apenas 1 mês e 8 dias. O fato é que os dois procedimentos só foram possíveis graças ao sim de duas famílias que autorizaram a doação de órgãos.
Somente neste ano, o Ceará já realizou mais de 840 trasplantes de órgãos e tecidos.
“A gente tendo essa conscientização, a gente pode mostrar às famílias que, de uma tragédia, a gente pode transformar isso em salvar outra vida. Então isso já dá um alento, acho que até para a família que está passando por uma fatalidade, e dizer: ‘Não, mas eu posso transformar toda essa tragédia em uma alegria de uma outra criança, na vida de uma outra criança’”, lembra Klébia Castelo Branco.
06/08/2026 – 15:40
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Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 06/08/2026 16:23.
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