A política cultural passou a integrar a disputa do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As propostas apresentadas pelos candidatos partem de visões diferentes sobre a atuação do Estado no setor: Lula defende o aumento dos incentivos à cultura, enquanto Flávio prioriza a agenda de preservação do patrimônio.
O debate ocorre após mudanças institucionais e orçamentárias no governo de Jair Bolsonaro, que integrou o PL no último ano do mandato. Naquele período, o Ministério da Cultura foi extinto e substituído por uma secretaria.
Também houve redução dos valores destinados pelo Estado a projetos culturais. Segundo os dados apresentados, os recursos caíram de R$ 245,5 milhões, em 2018, para R$ 89,5 milhões, em 2022, último ano da gestão Bolsonaro.
Os governos do PT, por outro lado, deram maior relevância às políticas de Estado para a cultura. Nesse campo, a posição de Lula é apresentada como uma defesa da ampliação dos incentivos públicos ao setor.
Ao destacar o patrimônio, Flávio Bolsonaro coloca no centro da sua proposta a preservação de bens e referências culturais. A diferença entre as duas abordagens envolve tanto a prioridade das políticas públicas quanto o grau de participação do governo federal no financiamento da produção cultural.
O tema se soma a outras áreas em que os candidatos apresentam programas distintos para o próximo mandato. A escolha entre ampliar mecanismos de incentivo ou concentrar esforços na proteção do patrimônio será submetida aos eleitores no segundo turno.
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Fonte: Helena Braga.
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