Um relatório da Polícia Federal aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro teria recebido vantagens indevidas em troca da atuação de órgãos estaduais em favor da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Entre os benefícios citados estão uma adega, uma mansão e caviar.
As informações fazem parte da segunda fase da Operação Sem Refino. O sigilo do material foi levantado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo a divulgação dos apontamentos feitos pela PF.
Castro nega as acusações. A versão apresentada pela defesa do ex-governador se contrapõe às conclusões registradas no relatório policial, que descreve uma relação entre as supostas vantagens e a atuação de estruturas do governo estadual em favor da empresa.
O caso coloca em evidência a apuração sobre possíveis benefícios indevidos envolvendo um ex-chefe do Executivo estadual e uma empresa do setor de refino. Neste momento, o que está público é o conteúdo do relatório da PF e a negativa de Castro, após a decisão judicial que retirou o sigilo da segunda fase da operação.
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Fonte: Helena Braga.
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