Saturday, 12 September 2026
Economia

Trabalho por aplicativo cresce, mas proteção previdenciária fica para trás

O trabalho por aplicativos já alcança uma parcela expressiva da força de trabalho brasileira: cerca de 2 milhões de pessoas exerceram atividades por meio dessas plataformas em 2025. O perfil predominante é o de trabalhadores por conta própria, que, segundo o IBGE, cumpriram jornadas semanais mais longas e receberam menos por hora do que os demais ocupados do setor privado.

O problema aparece com maior nitidez entre os motociclistas de aplicativos. Dos cerca de 405 mil trabalhadores nessa atividade, apenas 79 mil tinham cobertura previdenciária, o equivalente a 19,4% — ou um em cada cinco. A taxa fica muito abaixo dos 62,4% registrados entre todas as pessoas ocupadas no setor privado.

A comparação também mostra que a questão não se limita às plataformas. Considerando todos os motociclistas do país, estejam ou não em aplicativos, o índice de cobertura previdenciária era de 31%. Ainda assim, o grupo que trabalha por meio de apps apresenta uma distância maior em relação ao conjunto dos trabalhadores privados.

Na prática, a cobertura previdenciária é o mecanismo que vincula o trabalhador à proteção oferecida pelo sistema de Previdência. Quando ela não existe, a renda obtida no presente não vem acompanhada do mesmo nível de proteção social. Para quem depende da motocicleta e de jornadas extensas para trabalhar, essa lacuna torna mais relevante a discussão sobre como a atividade é enquadrada e financiada.

Os números também ajudam a separar duas dimensões do fenômeno: os aplicativos ampliaram uma forma de geração de renda, mas isso não significa, por si só, maior segurança econômica. O que merece acompanhamento é se o crescimento desse tipo de trabalho será acompanhado por mais cobertura previdenciária e por condições que reduzam a distância observada em relação aos demais ocupados do setor privado.

Fontes consultadas

Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.

Fonte: Rubens Studart.

Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

Rubens Studart

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Rubens Studart é a assinatura das colunas de economia do oPulso. Não é uma pessoa: os textos são produzidos por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria editorial da redação, e nenhum deles tem autoria humana.

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