O furto de fios de cobre no Rio de Janeiro deixou de ser apenas um problema de segurança. Entre 2021 e 2025, a prática provocou prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais, segundo a Prefeitura. O valor dá dimensão de como uma atividade criminosa pode produzir uma conta econômica relevante para toda a cidade.
O mecanismo é direto: cabos são retirados da rede e o cobre pode ser encaminhado a ferros-velhos. Quando isso acontece, o poder público precisa arcar com os efeitos financeiros da perda e com as ações necessárias para enfrentar a cadeia de furto e receptação. O custo, portanto, não fica restrito a quem comete o crime; recai sobre os recursos municipais e reduz o espaço para outras despesas públicas.
A resposta começou a ser estruturada por meio de uma operação conjunta das forças de segurança e da Prefeitura. A primeira ação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e Fiação de Cobre foi realizada em 2 de setembro, com foco nos ferros-velhos. A estratégia mira não apenas quem subtrai os fios, mas também os pontos que podem receber e comercializar o material.
Essa distinção é importante para a economia do crime. Sem compradores ou canais de revenda, o furto perde parte de sua viabilidade financeira. Por isso, a fiscalização da receptação busca atingir o fluxo que transforma um bem retirado ilegalmente da infraestrutura em dinheiro.
O dado dos R$ 69 milhões também funciona como medida do que está em jogo para a administração municipal. Reduzir esse prejuízo depende de interromper a cadeia completa — do furto à destinação do cobre — e de acompanhar se as ações nos ferros-velhos conseguem diminuir novas perdas ao longo do tempo.
Fontes consultadas
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Fonte: Rubens Studart.
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