O combate ao crime organizado começa a ser tratado também como uma questão econômica. No Rio de Janeiro, o Ministério Público denunciou oito pessoas por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets.
O caso mostra como atividades criminosas podem tentar usar negócios formalizados ou plataformas digitais para movimentar recursos de origem ilegal. Quando o dinheiro é misturado a operações aparentemente regulares, a investigação deixa de se limitar à identificação dos executores e passa a acompanhar empresas, patrimônio e transferências.
Essa é a lógica defendida pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira. Em encontro com empresários, ele afirmou que o crime deve ser identificado como uma atividade empresarial e que o enfrentamento precisa priorizar a investigação patrimonial, a recuperação de ativos e o bloqueio dos fluxos financeiros.
O efeito econômico da criminalidade também aparece em perdas diretas para os serviços públicos. Uma operação conjunta no Rio de Janeiro contra o furto e a receptação de fios de cobre foi criada depois de prejuízos superiores a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais entre 2021 e 2025. O valor representa recursos que deixam de estar disponíveis para outras despesas e evidencia que o crime também impõe custos à cidade.
Para quem vive nas áreas afetadas, as consequências não ficam restritas às contas públicas: a interrupção de serviços e a necessidade de reposição de cabos podem atingir a rotina de consumidores e empresas. O ponto a observar adiante é se a repressão conseguirá alcançar não apenas quem pratica o furto ou opera o esquema, mas também os compradores, intermediários e recursos que permitem a continuidade dessas atividades.
Fontes consultadas
- MP denuncia envolvidos em lavagem de dinheiro por meio de bets
- Procurador defende asfixia financeira no combate ao crime organizado
- Em 5 anos, furto de fios de cobre no Rio deu prejuízo de R$ 69 milhões
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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