A conta de luz terá custo adicional em setembro para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Na prática, o valor aparece diretamente na fatura e varia conforme o consumo. Por isso, o impacto tende a ser maior para residências e empresas que usam mais eletricidade, enquanto quem consome menos paga um adicional proporcionalmente menor.
A bandeira amarela é acionada quando a geração de energia fica mais cara. Segundo a Aneel, o período seco reduz o nível dos reservatórios e diminui a geração das hidrelétricas. Para atender à demanda, entram em operação usinas termelétricas, cuja geração eleva o custo do sistema.
Esta será a quinta vez consecutiva em que a bandeira amarela permanece em vigor. O dado indica que o encarecimento não é pontual para o orçamento das famílias: ele se estende por vários meses e também aumenta uma despesa operacional para empresas, com possível efeito sobre seus custos.
O principal ponto a observar adiante é a evolução dos reservatórios e das condições de geração durante o período seco. Enquanto a geração hidrelétrica continuar menor e for necessário recorrer às termelétricas, a cobrança adicional seguirá pressionando as contas de energia.
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